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8 de junho de 2014

Filme: Malévola

Título original
Maleficent


Lançamento 29/05/2014
Duração: 1h 37min
Dirigido por Robert Stromberg
Com Angelina Jolie, Elle Fenning, Sharlto Copley
Gênero Fantasia
Nacionalidade EUA




★★★★★
Bom

Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de Malévola (Angelina Jolie), a protetora do reino dos Moors. Desde pequena, esta garota com chifres e asas mantém a paz entre dois reinos diferentes, até se apaixonar pelo garoto Stefan (Sharlto Copley). Os dois iniciam um romance, mas Stefan tem a ambição de se tornar líder do reino vizinho, e abandona Malévola para conquistar seus planos. A garota torna-se uma mulher vingativa e amarga, que decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora (Elle Fanning). Aos poucos, no entanto, Malévola começa a desenvolver sentimentos de amizade em relação à jovem e pura Aurora.

 Malévola, como a maioria das pessoas já devem saber, é sobre o famoso conto A Bela Adormecida.Mas com alguns fatos bastante diferentes, de um ponto de vista jamais visto. Tudo parte do conto original, a fada, a maldição, o dedo espetado, sono profundo e o beijo do despertar. Mas o que eu mais gostei foi ver que o filme não girou em torno da princesa, e sim da Malévola, que foi mocinha, vilã e heroína da história. De todas as recriações de contos clássicos que já vi, os únicos que são melhores que Malévola são Espelho, espelho meu e Alice no País das Maravilhas.

 São poucos os fatos que me incomodaram no filme. O grande e exagerado show de efeitos visuais o tempo todo, em certas partes somente o personagens não são feitos através de computador, mas de certa forma foi magnífico ver tudo isso em uma gigante tela 3D, e parece que o diretor se preocupou tanto com os efeitos que acabou esquecendo de deixar a história mais forte.

 A interpretação excelente dos atores também me chamou atenção. Angelina Jolie roubou toda atenção do filme pra ela, linda, perfeita, não vejo outra atriz que poderia ter interpretado também a protagonista da história. Fora ela, os outros atores não perderam tempo pra mostrar o quão boes são, e só não tiveram maiores chances de mostrar muito isso porque muitos personagens foram mal aproveitados, como a princesa e até mesmo o próprio rei.

 O filme não trás partes engraçadas e felizes o tempo todo. Na verdade Malévola é um filme bastante sério, e não tem uso nenhum de humor, nada que me incomodou, pois realmente não há clima pra sorrisos aqui. 

 Não tenho mais oque falar sobre, é simplismente encantador, cheio de magia e animais e efeitos super bem feitos. Recomendo a você, ir no cinema agora mesmo assistir o filme (em 3D é melhor), e se já não está mais em cartaz, corra atrás do DVD.

Escrito por: Mello

26 de abril de 2014

Resenha: Princesa Mecânica (As Peças Infernais #3), Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Gênero: Fantasia, Steampunk
Nota: ★★★★★+♥
Sinopse: Continuação de Príncipe mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.


Resenha

Atenção! Esta resenha pode conter spoiler sobre Anjo Mecânico e Príncipe Mecânico.

 É serio, eu não tenho palavras para descrever o quão perfeito é esse livro. Cassandra Clare ganha meu coração a cada pagina desse livro.

 A única coisa que me encomodou em Príncipe Mecânico sumiu, ou melhor, apareceu aqui.O vilão, que nem tinha aparecido no livro anterior teve uma grande presença aqui. Eu não fiquei com aquela apreensão no começo esperando pelo final porque nem da tempo de pensar no final. O tempo todo tem algo acontecendo, algo ruim demais, por sinal. Sera que fui só eu que notei que a maioria das coisas que acontecem no livro são negativas, e que causam dor aos personagens? Mas isso foi bom, porque nem tudo são flores.

 O romance continua ótimo. Tessa noiva de Jem, lutando pra esconder o amor que sente por Will. Não nego, esse triângulo amoroso é tão perfeito. Apesar do amor que Tessa sente por Jem e Will, o amor de Will por Tessa, o amor de Jem por Tessa serem predominantes, Cassandra Clare deixa claro que existe um sentimento muito forte de Parabatai entre Will e Jem. Agora que Will está livre da maldição ele mostra quem realmente é, e eu gostei dele, mas ainda prefiro o Jem.

  É um final triste? Não, tudo é triste. Mas não se preocupem, o livro é ótimo.

 Os Instrumentos Mortais ou As Peças Infernais? Até aqui, dos livros que eu já li, prefiro As Peças Infernais. Mas oque será que nos aguarda em Cidade do Fogo Celestial?




Sessão Spoiler

Se você ainda não leu o livro PARE DE LER.

Opinião sobre o epílogo.
Como eu já tinha dito, eu shippo Jessa. Mas Will me ganhou também. Eu fiquei triste e feliz com esse epílogo, porque na verdade, parte dele foi uma lembrança de que Tessa sempre vai sofrer e perder as pessoas que ama, assim como Magnus. E fiquei feliz porque ela teve a change de viver e amar os dois maiores amores da sua vida.

 Incialmente eu achava que a Tessa amava mais o Will, depois eu achei que ela amava mais o Jem. Mas tudo isso foi pra mostrar que ela ama os dois, e isso nunca vai mudar.

Escrito por: Mello

15 de abril de 2014

Resenha: A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak

Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 480
Gênero: Drama

Nota: ★★★★★+♥
Skoob
Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Resenha

 A menina que roubava livros, como dito na sinopse, vive na Alemanha nazista. Inicialmente eu achei que esse ponto poderia ser negativo, assim como o período um pouco mais remoto. Mas eu estava completamente enganado.

 O livro é dividido em dez partes, com direito a um prólogo e um epílogo. Algo que deixou a leitura muito gostosa foram os capítulos super  pequenos. Eles variam de uma até (raramente) quinze páginas. A escrita do autor não é difícil, sem palavras antigas ou estranhas. O máximo que pode te incomodar são as palavras em alemão que estão por todo canto, mas todas com tradução. Por mais fácil que seja a leitura, é uma história forte, que te faz ficar pensando depois de ler.

 Quando comecei a leitura, confesso que senti vontade de queimar o livro. O inicio, principalmente o prólogo são muito confusos. Mas lá pela página 30 você já começa a entender qual é a do livro. Pra mim esse foi o único ponto negativo do livro.

 Os personagens são simplesmente ótimos. Liesel (protagonista) tem a paixão por livros e o desejo pelas palavras que qualquer leitor compreende. Ela constrói uma relação muito bonita com seus pais adotivos, principalmente com o pai, Hans Hubermann que é simples e ótimo pra ela. Com seu amigo Rudy, Liesel vive grandes momentos. Tem mais personagens, mas vou deixar a apresentação deles pro narrador.

 Ah sim, o narrador. As vezes tem uma breve intromissão de um narrador na história. Eu não demorei muito pra perceber quem é esse narrador, ou melhor, o que é esse narrador. Só tenho uma coisa pra dizer.

Quando a Morte conta uma história,
você deve parar para ler.

Escrito por: Mello

22 de março de 2014

Resenha: Príncipe Mecânico (As Peças Infernais #2), Cassandra Clare.

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Gênero: Fantasia, Steampunk
Nota: ★★★★★+♥
Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres — ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada — foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.


Resenha

Atenção! Esta resenha pode conter spoiler sobre Anjo Mecânico.

 Estou sem palavras para escrever sobre esse livro incrível. Tudo em seu devido lugar, tudo muito bem organizado, tudo perfeito!

 Novamente tudo é bem mais focado nos personagens. E essa pode ser a única falha aqui, a falta de presença do vilão, que na verdade, nem aparece. A primeira metade do livro é no mesmo nível de Anjo Mecânico, mais calmo. Não é chato mas bem mais calmo que a segunda metade, onde tudo fica em um nível superior.

 O romance fica surpreendentemente único! Cassandra Clare não deixa nada melosinho, muito pelo contrario. Tessa encontrou dois amores para sua vida, e tem que decidir entre um, e é o melhor triangulo amoroso que eu já vi. Encontramos aqui também muitas questões políticas e vemos como o conselho e a Clave age, pois Benedict quer o instituto e provar que uma mulher não pode comanda-lo. 

 Entrando em questões de personagem, UAU!!! Eu ainda não gosto do Will, mas descobrimos o porque dele ser tão chato, e é um porque bem triste. E Jem, ah Jem, ele é demais, doce, gentil e bem mais presente aqui que no livro anterior. Tessa deveria ficar com ele (sim, eu shippo muito Jessa). Ao contrário de Anjo Mecânico, aqui eu me apeguei muito aos personagens, até mesmo os secundários como Sophie, Charlotte e Henry.

 Cassandra Clare me ganhou mais um vez, e se, Princesa Mecânica for tudo aquilo que dizem, existe perigo de As Peças Infernais superarem Os Instrumentos Mortais.

Escrito por: Mello

5 de março de 2014

Resenha: O Filho de Netuno (Os Heróis do Olimpo #2), Rick Riordan

Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 426
Gênero: Fantasia, Aventura
Nota: ★★★★★+♥

Sinopse: A vida de Percy Jackson é assim mesmo: uma grande bagunça de deuses e monstros que, na maioria das vezes, acaba em problemas. Filho de Poseidon, o deus do mar, um belo dia ele acorda de um longo sono e não sabe muito mais do que o seu próprio nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus e o treina para lutar usando a caneta/espada que carrega no bolso, sua mente continua nebulosa. De alguma forma, Percy consegue chegar a um acampamento de semideuses, mas o lugar não o ajuda a recobrar qualquer lembrança. A única coisa que consegue recordar é outro nome: Annabeth.
 Com seus novos amigos, Hazel e Frank, Percy descobre que o deus da morte, Tânatos, está aprisionado e que Gaia pretende reunir um exército de gigantes para dominar o mundo e reescrever as regras da vida e da morte. Juntos, os três embarcam em uma missão aparentemente impossível rumo ao Alasca, uma terra além do controle dos deuses, para cumprir seus papéis na misteriosa Profecia dos Sete. Se falharem, as consequências, é claro, serão desastrosas.

Resenha

  Seguindo o mesmo “modelo” do livro anterior -O Herói Perdido- a história é narrada por Percy, Hazel e Frank. Mesmo não lembrando nada, Percy chega ao Acampamento Júpiter, o acampamento romano, e ao chegar já recebe uma missão, com Frank e Hazel. Frank mesmo sendo filho de Marte –Ares, o deus da guerra- é um amor de pessoa, mesmo sendo grande e forte é um doce. Hazel é filha de Plutão e também é um amor, mas tem um passado misterioso que me deixou bastante intrigada.

A história é repleta de ação, lutas, demonstrações de amizade e lealdade, com doses certas de bom humor e romance. É um livro que simplesmente não dá para parar. Quanto mais você conhece sobre a mitologia grega ou romana, mais quer saber da trama. É uma história ágil, sem enrolações e você se espanta com todas as provações que os personagens precisam suportar em apenas 4 dias.

Rick Riordan tem uma imaginação incrível, pois descreve todos os lugares, detalhes e personagens. Cada um tem um jeito, uma personalidade e pensamentos diferentes e nos surpreendem muito. Amei a história, o enredo, os personagens e tudo o mais.



Escrito por: Bianca

15 de fevereiro de 2014

Resenha: Anjo Mecânico (As Peças Infernais #1), Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Gênero: Fantasia, Steampunk
Nota: ★★★★★+♥

Sinopse: Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo. 


Resenha

 Impressionante como a Cassandra Clare se superou. Esse livro é maravilhoso do começo ao fim, e superou todas as minhas expectativas,  ja que eu nunca tinha lido nada steampunk nem que ocorresse no século XIX. 

 A escrita do livro é a melhor da Cassandra Clare até aqui, nota-se o desenvolvimento dela. O enredo é bom demais e é impossível parar de lê-lo. A criatividade dos fatos e dos seres daqui é perfeito, por mais que ocorra no mesmo universo de Os Instrumentos Mortais, aqui você encontra muita coisa nova. Até mesmo mistério e suspense tem.

 Tudo é bem mais maduro nessa série, e acho que é por causa da época em que ocorre. Os personagens são muitos maduros e as vezes é difícil pensar neles adolescentes. O clima do drama entre eles (quando ocorre) é bem mais pesado que nos demais livros da autora. 

 Os fatos são extremamente bem organizados, sem falhas. A ação não é uma coisa que ocorre o tempo todo, tem pedaços que tudo se foca nos problemas e no que os personagens estão sentindo, mas de uma visão geral, tem bastante ação sim.

 Como ja disse, os personagens daqui são mais maduros, mas eles são ótimos. A protagonista, Tessa Gray, enfrenta muitos problemas durante o livro, mas ela é muito corajosa. Notei que ela tem um pensamento machista, que se explica pela época da história. Eu me identifiquei muito com ela porque ela é uma leitora fanática e expressa demais seu amor por livros. Will Horandale não me agradou muito, ele é o típico bad boy, só que muito grosso, e as vezes, muito irritante, mas existe algum trauma que ele esconde atras desse escudo insuportável. Jem Carstairs é extremamente gentil e paciente, é muito agradável ler suas partes e eu gostei muito dele, mas o passado desse é muito misterioso. Os secundários ganham muito valor assim como os outros livros da autora.

 O triângulo amoroso que ocorre sobre os três personagens que eu citei acima, pra mim, lendo apenas esse livro tive uma impressão bem obvia de com quem Tessa vai ficar. Eu prefiro o estilo do Jem, mas Will tem seu charme.

 Aconselho lerem por ordem de publicação, ou seja, começar pelos tres primeiros volumes de Os Instrumentos Mortais pra depois vir ler esse livro, pois a introdução ao mundo das sombra é melhor lá. 

Escrito por: Mello

26 de janeiro de 2014

Resenha: Crescendo (Hush, Hush #2), Becca Fitzpatrick

Autora: Becca Fitzpatrick 

Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Gênero: Romance, Suspense, Sobrenatural

Nota: ★★★★★+♥
Skoob

Sinopse: Nora deveria saber que sua vida estava longe de ser perfeita. Apesar de começar uma relação com seu anjo da guarda, Patch (quem, título à parte, pode ser descrito como qualquer coisa, menos angelical), e sobreviver a um atentado a sua vida, as coisas não parecem melhorar. Patch está começando a se afastar e Nora não consegue descobrir se é para o seu próprio bem ou se o seu interesse voltou-se para sua arqui-inimiga, Marcie Millar. Sem contar que Nora é assombrada por imagens de seu pai e ela fica obcecada querendo descobrir o que realmente aconteceu com ele naquela noite em que ele partiu para Portland e nunca voltou para casa. Quanto mais Nora se aprofunda no mistério da morte de seu pai, mais ela começa a se perguntar se sua ascendência nefilim tem algo a ver com isso, assim como o por quê de ela estar em perigo com mais freqüência do que as garotas normais. Já que Patch não está respondendo suas perguntas e parece estar atrapalhando, ela tem que começar a procurar as respostas por si só. Confiar demais no fato de que ela tem um anjo da guarda põe Nora em perigo de novo e de novo. Mas ela pode mesmo contar com Patch ou ele está escondendo segredos mais obscuros do que ela pode imaginar?

Resenha

Atenção! Esta resenha contem spoiler sobre Sussurro.


 Crescendo é ainda melhor que Sussurro. A autora desenvolve muito mais a história, espero que os outros sejam tão bons quanto esse.

 Muito do que me incomodou no primeiro, foi corrigido no segundo. Alguns dos personagens secundários ganharam muito mais espaço no livro, como Vee (como eu adoro a Vee gente) e Marcie. As cenas clichês de Patch e Nora também acabam.
 Aqui o casal começa a enfrentar problemas, como ciúmes. Sim, logo no inicio a Nora sente ciúmes de Patch e eles brigam. Eles praticamente não atuam como um casal nesse livro. E isso foi bom, senti que a Nora aguçou sua personalidade mostrando que ela é muuito orgulhosa e que nem tudo ocorre pelos fato de Patch ser um Anjo.
 Por sinal, eu gostei e não gostei de Patch aqui. Ele me irritou muito, não porque ele é chato e sim porque ele faz umas coisas que deixaram tanto Nora, quanto eu com raiva. Um bad-boy de primeira classe. Algo que deixou as partes dele muito emocionantes e fora da normalidade que eu encontro em livros de romance.
 Algo que eu elogiei no primeiro, se tornou problema no segundo. Nós ficamos muito tempo nos pensamentos de Nora, e parece que todo capitulo ela fica recapitulando tudo que aconteceu, se fazendo milhares e milhares de perguntas. Mas é a única falha.
 O suspense é sem duvida a melhor parte, novamente é impossível prever o que vai acontecer e quem é o vilão. Fiquei surpreso com como a autora pensa em colocar partes de mistério no livro. A ação também merece destaque, muito bem escrita.
 Realmente gostei, e esse, vai pros meus favoritos.

Escrito por: Mello

19 de janeiro de 2014

Resenha: Sombra e Ossos (Trilogia Grisha #1), Leigh Bardugo

Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Gênero: Fantasia
Nota: ★★★★★+♥

Sinopse: 
 Alina Starkov nunca esperou muito da vida. Órfã de guerra, ela tem uma única certeza: o apoio de seu melhor amigo, Maly, e sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa de seu regimento militar, em uma das expedições que precisa fazer à Dobra das Sombras – uma faixa anômala de escuridão repleta dos temíveis predadores volcras –, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros e ficar brutalmente ferido. Seu instinto a leva a protegê-lo, quando inesperadamente ela vê revelado um poder latente que nunca suspeitou ter.
 A partir disso, é arrancada de seu mundo conhecido e levada da corte real para ser treinada como um dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina em seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir a Dobra das Sombras.
 Agora, ela terá de dominar e aprimorar seu dom especial e de algum modo adaptar-se à sua nova vida sem Maly. Mas nesse extravagante mundo nada é o que parece. As sombrias ameaças ao reino crescem cada vez mais, assim como a atração de Alina pelo Darkling, e ela acabará descobrindo um segredo que poderá dividir seu coração – e seu mundo – em dois. E isso pode determinar sua ruína ou seu triunfo.

Resenha

 Nem sei por onde começar! Eu amei esse livro e com certeza ele entrou pros meus favoritos. A escrita da Bardugo é muito boa, e eu nem percebia o tempo passando enquanto lia. A trilogia Grisha nos traz um ambiente diferente do que encontramos hoje em dia. Os nomes e o local onde a história se desenvolve foi inspirado na Russia (mas só inspirado, pra quem conhece sabe que não tem nada haver com a cultura russa em si) e as vezes, principalmente no começo, eu meio que me enrolei pra ler certas partes, mas é fácil de se acostumar.
 A escrita foi a melhor parte. A autora não fica explicando as coisas nos mínimos detalhes, mas isso é ótimo! Parece que minha imaginação fluiu de modo diferente. Quem narra a história é a Alina, (protagonista) e ela consegue passar as emoções dela pra nós, sem ficar um capitulo inteiro  descrevendo seu ponto de vista sobre as coisas.


 Não posso deixar de lado os personagens. Todos tem personalidades muito originais, e nada enjoativos. Alina não é boba, ela se põe na frente de algumas pessoas e se da valor. Muitos personagens, principalmente os Grishas, são muito bons, e foram os que eu mais me apeguei, principalmente o Darkling, que nem vou falar muito pois ele tem uns dos papéis mais importantes na historia. O romance é ótimo, meio que um triângulo amoroso muito fora do comum e nada cansativo nem clichê. Mas os melhores YA tem triângulo amoroso né?
"Na primeira vez em que entrei na Dobra, tive medo da escuridão e da minha própria morte. Agora, a escuridão não significava nada pra mim e eu sabia que logo a morte pareceria um presente."
 No livro tem humanos comuns e grishas que tem poderes. Mas no mundo grisha, que é separado dos humanos, tem toda uma hierarquia que os separa por grau e tipo de poder. É tudo muito bem  organizado, pensado e explicado.

 Algo muito bom mesmo, que eu adorei muito, foram as reviravoltas que tiveram. Tem surpresas o tempo todo e na hora que você acredita que tudo se estabilizou PÁ! A autora vem com uma bomba que te surpreende. Eu quase fiquei sem respirar enquanto lia.

 

Falaremos agora da edição. E que edição! A capa, a lombada e até a ante capa tem relevos. Dentro do livro tem um mapa maravilhoso, uma pagina dedicada a nos mostrar como os grishas são divididos. As aberturas de capítulos e até mesmo onde marca o número das páginas tem detalhes lindos.



Book Trailer


Escrito Por: Mello

13 de janeiro de 2014

O Último Olimpiano (Percy Jackson e os Olimpianos #5)

Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Gênero: Aventura, Fantasia

Nota:★★★★★
Skoob


Resenha
Atenção!
Essa resenha contém spoilers sobre o livro anterior.


Com Cronos usando o corpo de Luke e indo direto para o Monte Olimpo. Com os deuses ocupados com Tifão e o Olimpo sem proteção, Percy e seus amigos tentam proteger o Olimpo e Manhattan do exercito de Cronos.Agora Percy esta mudado, mais dinâmico, menos assustado, muito mais corajoso, e com mais experiências em batalhas, ele esta, oficialmente, no comando do acampamento nessa luta, claro que com Annabeth ao seu lado, juntos eles comandam todos os outros campistas na batalha, que por sinal é bem assustadora e longa, a maior parte do livro é a luta, e não pensem que isso o torna chato, cansativo, muito pelo contrário, está mais dinâmico, interessante a cada página.O Final é praticamente épico, com grandes surpresas, inimigos que acabam por se tornar amigos, muitos amigos que caem em batalha, muito amor no ar, e o Olimpo se rendendo ao um herói que é mais bravo, valente e leal que qualquer outro já conhecido. As cenas de batalha em NY, para mim foram as melhores partes. Não sei se conseguirei olhar NY, se um dia eu for, sem imaginar tudo que o autor imaginou. O desenrolar do livro depois de algumas páginas é extremamente rápido já que a guerra está acontecendo, o ritmo é muito frenético. Sem dúvida é surpreendente, na minha opinião, o melhor livro de toda a saga.

Por: Bianca

4 de janeiro de 2014

Sussurro (HUSH, HUSH #1)

Sussurro

HUSH,  HUSH #1


Autora: Becca Fitzpatrick

Editora: Intrínseca
Páginas: 259
Gênero: Romance, Suspense

Nota:★★★★★
Skoob


Sinopse: Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.
Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais dela do que seus amigos mais íntimos.
Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.

Resenha
Sussurro é cheio de mistério, romance e suspense com um toque sobrenatural. Eu basicamente não esperava muito do livro, mas tinha noção do que ele ia me mostrar. O estranho é que eu recebi algo totalmente diferente do imaginado.
 Nora Gray é a protogonista, e narradora da historia. Ela não é uma pessoa com muitos amigos, e tem uma personalidade bem marcante (ao contrario de muitas mocinhas).
 Tudo na vida de Nora estava normal, até a chegada de Patch. Misterioso, bonito e muito charmoso. Depois da chegada de Patch tudo parece desmoronar pra Nora, e ela nem sabe o porque de tantas coisas estarem acontecendo.
 Os personagens são legais, até mesmo os secundários, e todos bem diferentes, tornam a leitura muito boa.
 Vou ser bem realista, eu esperava encontrar um livro cheio de anjos, demônios, nefilins e coisas do tipo, mas não é bem assim. O romance é a coisa mais presente no livro, mas isso não atrapalhou nem um pouco.
 A autora consegue tornar o livro super viciante, o tempo todo as coisas estão acontecendo e raramente nós ficamos afundados nos pensamentos de Nora, e quando isso acontece, não tem nada de tedioso. O único defeito que tenho pra apontar nesse livro é o excesso de cenas clichês de mocinha e mocinho. Mas o enredo em si é bastante original.
 Eu comprei a coleção toda em edição econômica  e não me arrependo. Ela é quase idêntica a versão original, só que, sem orelhas. As folhas amarelas, a capa normal. Só que o tamanho da letra é um pouco desagradável, pois é bem pequena (sei que isso também ocorre nas versões originais).
 Em fim, o livro me consumiu, li ele todo em mais ou menos 24 horas, e acho que vale muita a pena ler.

...Deus não perdoou os anjos que pecaram,
mas os lançou ao inferno
e os entregou às cadeias da escuridão,
ficando reservados para o juízo ...
-2 Pedro 2:4
Booktrailer
 



Escrito por: Mello

7 de dezembro de 2013

Resenha: Cidade de Vidro (Os Instrumentos Mortais #3), Cassandra Clare

Cidade de Vidro

Os Instrumentos Mortais - Livro três



Autora: Cassandra Clare

Editora: Galera

Páginas: 474

Gênero: Aventura, Fantasia

Nota: ★★★★★ + <3 o/


Sinopse: Clary está à procura de uma poção para salvar a vida de sua mãe. Para isso, ela deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, criando um portal sozinha. Só mais uma prova de que seus poderes estão mais sofisticados a cada dia. Para Clary, o perigo que isso representa é tão ou menos assustador quanto o fato de que Jace não a quer por perto. Mas nem o fora de Jace nem estar quebrando as regras irão afastá-la de seu objetivo: encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que pode ajudá-la a curar a mãe. 

Resenha

 Atenção! Esta resenha contém spoiler sobre Cidade dos Ossos e Cidade das Cinzas.

 Depois do ataque no navio de Valentim e encontro de Clary com Madeleine, a Clave convoca uma reunião com os Lightwood e Jace, para esclarecer os últimos acontecimentos. Clary então decide ir para Alicante também, para encontrar o feiticeiro que tem a fórmula do antidoto para despertar sua mãe.
 Jace realmente faz de tudo para Clary não ir à Alicante pois ele acha perigoso, então mente o horário que eles vão atravessar o portal, e chega até a pedir ajuda a Simon para que tudo de certo.
 Logo na tentativa de ir para Idris através de um portal, tudo já começa a dar errado, como sempre.
 Simom esta ferido, Clary ficou pra trás!


O livro praticamente inteiro ocorre em Idris, então é muito bom ler e descobrir mais sobre esse espaço.
 Eu senti grande diferença nos personagens, Simon está muito seguro de si, mas continua doce e engraçado como sempre; Senti um pouco de falta da Isabelle nesse livro, não posso negar; Alec ainda tem o grande problema de se assumir homossexual, e isso deixa tão gostoso de ler as partes dele sabem?; Achei Jace um pouco menos frio e Clary, ah sim, Clary, sempre tão perfeita e teimosa. Os personagens novos são otimos gente, e como são!
 Algo muito legal também é que, a Cassie da a mesma atenção a todos os personagens ( claro que tem um foco maior na Clary e no Jace).
  Meu livro favorito sempre foi Em Chamas, mas esse realmente passou na frente. É muito difícil não adorar Os Instrumentos Mortais.
 Inicialmente, a ideia da autora era escrever uma trilogia, então todos os problemas que começam em Cidade dos Ossos, acabam em Cidade de Vidro (lembrando que nos próximos livros da série continuam os mesmos personagens). E isso é tão maravilhoso, é como se fosse 2 trilogias, com os mesmos personagens.
 Simplesmente perfeito!

Por: Mello