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8 de outubro de 2014

Resenha: Cinder, de Marissa Meyer


Crônicas Lunares #1
Autor: Marissa Mayer
Editora: Rocco
Páginas: 448
Gênero: Distopia, drama
Nota: ★★★★★
Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.


 Se tinha uma coisa que eu morria de vontade de ler eram livros inspirados em contos de fadas, e nada melhor que um conto de fadas distópico, onde a princesa mocinha é um ciborgue. Digo desde já, não me arrependi.

 Eu sempre uso um parágrafo pra falar sobre o que ocorre mais ou menos na história, porém a sinopse resume tudo muito bem então não vou encompridar muito. Decidi falar logo sobre a falha do livro, que se resume simplesmente em um começo lento e não muito empolgante. Eu fiquei curioso pra saber o que viria desse livro mas o comecinho não é tão bom, mas é só o comecinho mesmo (primeiras 40 páginas, talvez). 

 Muitas coisa me agradaram. Acho que de início o que me surpreendeu foi a narrativa. Eu já li muitas distopias e essa é a primeira que não é narrada na primeira pessoa, mas acho que foi melhor assim nesse caso. A narrativa flui perfeitamente durante o livro, e ao contrário do que acontece em muitos livros narrados em terceira pessoa, eu não me dispersei nem um pouco.

 Os personagens foram feitos na medida certa, e eles fizeram com que o livro tivesse um toque bem realista. Cinder é o tipo de protagonista que me agrada, porque se valoriza e consegue ser egoísta pondo ela na frente dos outros. A família dela é constituída pela madrasta vaca  e suas irmãs que foram feitas de um jeito que lembra o conto clássico de Cinderela mas não idêntico. O príncipe Kai é ótimo, ele não corresponde ao príncipe que eu esperava. Por mais que ele tenha isso de  uma grande responsabilidade, não é algo irritante, ele se frusta e se irrita, demonstra sentimentos e sabe o que ser na hora certa. Tem também a vilã, Rainha Levana, que é uma vilã do tipo, super má hahaha.

 O romance tem seu espaço valorizado, e não é o tipo de romance meloso que eu tive medo de ser. A Cinder não fica morrendo de amores pelo príncipe, e o melhor é que o romance não tirou espaço da ação. Tem ação, não muita porque é um livro dramático mas quando necessário ela aparece, de uma forma bastante emocionante. A única coisa que podia se melhor foi o começo mesmo, porque de resto o livro é muito bom.

 De várias formas o livro me surpreendeu. Acho que em breve eu vou comprar o próximo livro, Scarlet, e espero que seja tão bom quanto esse.

 A edição me surpreendeu. Sem falar da capa e da lombada serem muito atrativas, o livro conta com muitos detalhes. A diagramação é ótima, e o tamanha das letras são ideais. Até na orelha tem detalher, ah, confiram as imagens.





 Post feito por: Mello

1 de outubro de 2014

Resenha: A Seleção, de Kiera Cass

A Seleção #1
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 368
Gênero: Romance, distopia
Nota: ★★★★

Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.
 A Seleção trás um tipo de distopia que eu ainda não conhecia, e posso adiantar que essa foi uma boa nova experiencia. Vou tentar resumir em um paragrafo o que vocês vão encontrar no livro.

 Estamos em um futuro onde retornamos à monarquia, e em Illéa (país onde a história se desenvolve) temos a população dividida em oito castas. America (protagonista) é da casta cinco, a casta dos artistas, e considerada uma casta pobre. Ela vive um romance com Aspen, mas esse romance enfrenta problemas, como por exemplo ele ser de uma casta inferior a dela. O príncipe está a procura de uma princesa, então se inicia A Seleção, programa que seleciona 35 garotas para competir pelo príncipe e adivinhem só, America é sorteada. Ela não quer participar, mas precisa de dinheiro e está brigada com Aspen.

 Resumidamente tudo parte disso, o que é bom pois temos um foco maior no romance o que não é muito comum nas distopias. Na verdade não é questão de foco, ele é um livro de romance, muito bem construído.

 Narrado em primeira pessoa a história flui rápida e dinamicamente. Esse é o tipo de livro que consegue te deixar com as sensações de quem está narrando, o que é agradável porque a America é uma protagonista muito boa. Ela não é boba nem inocente, consegue ser egoísta e não ta nem aí pra ser princesa nem agradar  o príncipe o tempo todo fingindo ser alguém que ela não é.

 Os demais personagens são bons também mas antes de falar de cada um devo apontar algo que me incomodou bastante. Não estou dizendo que é igual mas sim semelhante. America vivia sua vida normalmente na pobreza com seu namorado, tendo problemas com a mãe e sendo muito apegada à irmã, então ela é sorteada e conhece o príncipe de cabelos claros que é gentil e educado, e que aparentemente ela detesta mas depois começa a duvidar de seus sentimentos. Desculpem mas achei isso muito parecido com o drama dos personagens em Jogos Vorazes.

 Mas não deixe que isso desanime você pois o drama entre os personagens em Jogos Vorazes é um pouco deixado de lado pela ação, e como aqui não tem ação esse drama é super bem trabalhado. Como já disse os personagens são ótimos, e eu já escolhi, sou team Maxon, sério, não tem como não gostar do príncipe. Então o triângulo amoroso se desenvolve a partir disso.

 Quanto à falta de ação. Teve uma parte que eu pensei "Oh meu Deus, é agora que o bicho pega", e nada. Acontece que rebeldes vivem atacando o palácio, e durante o primeiro livro isso ocorre duas vezes, e nas duas as selecionadas correm e se escondem junto da família real. Claro que isso é o que tinha que acontecer porém acho que a autora teve a oportunidade para dar um clímax surpreendente para o livro e não a utilizou.

 A nota foi quatro devido a essas falhas que eu encontrei mas eu vou continuar lendo, e recomendo pra todos que gostam de bastante romance sem lenga lenga.

 A edição é boa, a fonte, espaçamento e diagramação estão nos padrões. O livro não é meu, então eu já tinha devolvido para a dona e depois que vi a má qualidade das fotos, desculpem por isso.





Post feito por: Mello

24 de setembro de 2014

Resenha: Legend, de Marie Lu


Legend #1
Autor: Marie Lu
Editora: Prumo
Páginas: 256
Gênero: Distopia, ação
Nota: ★★★★★+♥

De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

 Não tinha jeito melhor de matar a saudade de distopias que ler esse livro magnífico! Tudo ocorre num mundo futurista, onde Day é o criminoso mais procurado da República e June é um grande prodígio. A partir disso já da pra perceber que o livro é sensacional.

 Quero logo falar do que mais me agradou, que sem dúvida foi a narrativa, que é em primeira pessoa, narrada capítulo por June, capítulo por Day. Nunca tinha lido nada narrado por mais de um personagem, e essa foi uma pegada muito inteligente da autora, durante o livro podemos acompanhar dois personagens tão diferentes, em lados diferentes da história, e o modo com que se encontram. Além disso a narrativa é super dinâmica, o tempo todo tem algo acontecendo, o livro não para.

 Os personagens são muito bons também. É difícil dizer que existe um protagonista, por mais que a June passe mais tempo narrando o livro que o Day. Gostei da personalidade de todos, principalmente do Day, e nem sei ao bem explicar o porque, ele é inteligente e habilidoso como a June, mas ela foi criada de uma maneira a acreditar que a República é perfeita, e custa a ela perceber o que realmente acontece ao seu redor.

 O romance do livro se desenvolve bem em meio a tanto caos, e não deixa que a história perca aquele romance bom de ler, e que te deixa ansioso. Porém você deve se perguntar. o que há de novo em Legend? Já não cansamos de ver um futuro onde o governo autoritário precisa urgentemente ser combatido, e que em meio disso dois protagonistas se aproximam? Sim, não existe nada de novo na ideia da história, somente elementos novos.

 Mas oque encanta mesmo em Legend é que nada sobra e nada falta, você não tenta apressar a leitura nem deixá-la mais lenta. Esse livro tem o melhor ritmo distópico que eu já acompanhei. Então quem ama e ação distopia tem que ler. Ação é oque não falta. Eu o fechei, já querendo o próximo.

"Cada dia significa novas 24 horas. Cada dia tem que dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante, e tudo se resume em um dia após o outro."
 Quanto a edição, está de parabéns. A capa é feita muito bem. O espaçamento é ótimo, a margem, o tamanho das fonte, tudo. Também no canto das páginas tem um efeito "sujo" que é muito bem feito, não tenho nenhuma reclamação. Pena que o livro é super fino.








Post feito por: Mello

17 de setembro de 2014

Resenha: O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss



A Crônica do Matador do Rei #1 (Primeiro dia)
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
Páginas: 656
Gênero: Fantasia épica
Nota: ★★★★+♥
Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. 
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. 
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

 Mas que livro difícil de resenhar! Estou com a opinião dividida sobre muitas coisas nesse livro, e não sei se vou conseguir expressar tudo que esse livro nos passa.

 Como dito na sinopse, o livro é basicamente o Kote (Kvothe) contando sua história, que por sinal eu fiquei muito curioso, e ainda estou, já que ele exigiu do cronista três dias pra contar sua história e nesse primeiro livro temos somente o primeiro dia. Posso dizer que antes mesmo do Kvothe começar a contar a história eu já estava adorando.

 A narrativa é simplesmente ótima, como a maior parte é ele contando a história, acaba o livro quase todo sendo em primeira pessoa, mas temos pausas durante o livro. Tudo é muito dinâmico, conforme fui lendo o livro mais curioso fiquei, a agora estou ansioso pra começar a leitura do próximo volume.

 Alguns dos personagens se tornaram meus favoritos, sério. O Kvothe é incrível, ele não é a bondade em pessoa, tudo que ele faz é porque ele quer alcançar um objetivo. Uma vingança. Algo que me chamou a atenção é como o autor constrói os personagens femininos, não são "mocinhas", ai não tem como explicar, são ótimas, tudo aqui é feito de maneira muito inteligente.

 Posso dizer que pelo menos pra mim esse não foi o tipo de livro que eu peguei li e fechei, como grande parte dos YA (não que uma leitura fácil e leve seja sinônimo de uma leitura ruim). O Kvothe tem um ponto de vista muito diferente pra algumas coisas, ele as vezes descreve algo ou alguém de forma poética, ou diz coisas que me deixaram refletindo. Por isso dividi esse livro em duas partes. Então, acho também que se eu tivesse o lido a um ano atrás, talvez não tivesse gostado tanto, pois minha experiencia com a leitura não era tanta, então não recomendaria pra alguém que esta começando a ler.

 Também fiquei em dúvida sobre que nota dar pra esse livro. Eu tirei um estrela dele, porque teve um período aí (de 100 à 150 paginas) que eu achei meio que enrolação. Tem informações e coisas acontecendo, claro, mas podia ter sido feito de maneira menos cansativa. Mas é uma parte pequena dele que não é tão boa, então ele entrou pros meus favoritos mesmo recebendo quatro estrelas. 

 O próximo livro é o maior que eu tenho na estante (960 páginas) e provavelmente eu não vou lê-lo de uma vez, e menos provável ainda que eu o termine esse ano.

 Agora a edição, que me deixou decepcionado. Eu esperava muito mais de um livro com um preço tão salgado (variando de 30,00 à 50,00 reais). Eu posso dizer que tive muita sorte de comprar os dois volumes por apenas 33,00 reais no submarino. O espaço que se utiliza no início dos capítulos é bem menor que o normal e o tamanho da fonte também não é lá essas coisas.


Desculpem pela má qualidade dessa foto, tirei e a luz já estava pouca.


Achei esse mapa bem legal, é o que dizem, livro que tem mapa é livro bom.

 Post feito por: Mello

5 de setembro de 2014

Resenha: Correr ou Morrer, de James Dashner

Maze Runner #1

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Páginas: 428
Gênero: Distopia, ação
Nota: ★★★★★+♥

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.
Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.
Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. 

 Nossa, eu estou com dificuldade pra escrever sobre esse livro. Acho que gostei tanto que to com medo de acabar sendo mais um fã doido que um crítico, mas vamos lá.

 Nós começamos o livro com o Thomas em um elevador que sobe, sobe, sobe e sobe. Ele não tem memória, chega na clareira, onde existem muito mais garotos que também perderam a memória antes de entrar ali. Depois da chegada de Thomas tudo sai dos padrões normais da clareira, e ele pode ser o responsável.

 Eu tive receio de ficar meio perdido nesse livro, porque nenhum personagem tem memória, ninguém sabe de nada muito útil pra sair dali, então eu acabei ficando meio que ansioso. Não vou dizer que eu fiquei perdido, porquê o tempo todo tem coisa acontecendo e novas informações chegando, mas acontece que nada leva a lugar nenhum, nenhuma informação parece ajudar outras, e eu gostei disso, achei inteligente da parte do autor, deu uma grande dose de suspense ao livro.

 Além do suspense nós temos aventura o tempo todo, tipo, o tempo todo mesmo. Não teve um momento que eu tive vontade de passar algumas páginas a frente porquê foi extremamente raro o tempo em que o autor me deixou nos sentimentos dos personagens ou em algum diálogo parado.

 Os personagens são muito bons, mas são todos homens com exceção de apenas uma mulher que não é muito presente, mas isso não me atrapalhou. O Thomas se destaca pois é o protagonista, mas não sai sendo o fodão, os outros meio que "baixam o bola" dele. Tem personagem chato, engraçado, e tudo, foi simplesmente ótimo.

 O romance, bom, não tem. Nós temos uma leve sensação de que em um próximo livro quem saiba possa ter, mas aqui não e muito praticado não, até achei meio desnecessário a parte de romance que temos aqui, mas não sei o que esperar do próximo livro quanto a isso.

 Esse livro podia ser em primeira pessoa, porquê nós ficamos o tempo todo com o foco no Thomas, mas ficou muito bom desse jeito, é que eu tenho uma leve preferencia. A escrita é muito boa e simples, nada cansativa.

 Esse livro é mais pra quem gosta de ação mesmo, não tem momento agua morna nem momento romance adolescente, aqui tudo é rápido, tudo é voraz, tudo é runner.

 Eu gostei bastante da edição, a arte da capa é bonita e temos letras laminadas na frente e na lombada (que não somem com o tempo), falando em lombada eu gostei muito da disposição da lombada desse livro. A diagramação é ótima, letras medias, boa margem e espaçamento, a editora mandou bem!

 Estou louco pelo próximo, mal posso esperar. E vem filme por aí, ainda esse mês!





Post feito por: Mello

13 de julho de 2014

Resenha: O Dom, de James Patterson & Ned Rust

Bruxos e Bruxas #2
Autor: James Petterson e Ned Rust
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Gênero: Fantasia, aventura
Nota: ★★★
Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la.

Ainda fugindo do regime da Nova Ordem e de seu líder, O Único Que É O Único, Whit e Wisty vão descobrindo e aprendendo, do jeito mais difícil, a controlar seus poderes. Os irmãos Allgood continuam na busca a fim de achar seus pais, descobrindo falhas e planos da N.O.

Wisty e Whit tentam achar um jeito de parar O Único, ainda mais sabendo que o mesmo quer capturar Wisty para usar seu dom, nem que parar isso tenha que matá-la.

O livro segue o mesmo modelo do primeiro, a narrativa se mantém em 1ª pessoa, em capítulos alternados pelos dois irmãos. É uma boa história, tem um bom planejamento mas o modo como a história corre é enrolado, cansativo e lento. Há momentos em que você irá rir muito com o sarcasmo da Wisty, suas falas são bem engraçadas e descontraídas de modo que você não irá te deixar naquela tão conhecida monotonia.

Não vi muita evolução entre os personagens, alguns se destacaram como o Byron e a Janine, que foi bom para o enredo. Alguns fatores me deixaram um pouco indignada, como o modo em que eles aceitam a magia e ela simplesmente acontece do nada. Eu tinha expectativas para que a história evoluísse mas me frustrei um pouco.

Escrito por: Bianca

7 de julho de 2014

Resenha: Cidade do Fogo Celestial (Os Instrumentos Mortais #6), Cassandra Clare

Eu não achei a capa brasileira com boa definição.
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 532
Gênero: Fantasia
Nota: ★★★★★+♥
ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.


Atenção! Essa resenha contém spoiler sobre os outros livros da série (resenhas aqui).

 Já fazem quatro dias que eu terminei o livro e parece que ainda estou sem falas. Eu fico planejando o que escrever sobre ele mas parece que é tanta coisa que eu nem sei como colocar em palavras. Algo que ocorreu é uma das piores sensações que um leitor pode ter, que é a saudade imediata dos personagens, óbvio que eu sabia que depois de seis livros grandes a saudade viria mas não imediatamente. A boa notícia é que a Cassie já confirmou que vai ter esses personagens na próxima série, mas não como protagonistas.

 Algo que me agradou demais aqui foi o fato da escrita e do enredo voltar a ser tão poderoso quanto o segundo e o terceiro volume. Poderoso o suficiente pra me fazer ler umas cinquenta páginas e já parar de ler pois é muita informação, muita emoção, muita perfeição. Aquela sensação de afundar na história a ponto de uma escola de samba passar na sua frente e você nem ver ocorre aqui.

 Sei que muita gente teme mortes, pois as informações que recebemos sobre o livro é que ele seria uma carnificina. Estamos em guerra aqui, então obviamente muitos seres do submundo e muitos caçadores de sombras morrem, muito mesmo, na verdade logo no prólogo temos uma boa dosagem de morte e crueldade. Mas não fique com receio pois não é nada assim tão horrível.

 Sobre os personagens, acho que três me chamaram mais atenção. O primeiro sem dúvida foi o Alec que esta ótimo aqui, ele aparece bem e podemos sentir um apego maior por ele; Jace volta com tudo, tudo que tinha deixado a desejar nos dois últimos; e Sebastian, ele é simplesmente ótimo e um dos melhores vilões que eu já vi, um psicopata nato do estilo que falo "matei porque eu quis". Os outros continuam ótimos.

 Uma coisa que me incomodou foi algumas soluções para problemas bastante fáceis, na verdade não exatamente fáceis mas simples, do tipo que te faz pensar "sério? É só isso mesmo?". Mas o encerramento da série é completamente espetacular e feito de uma form bastante inteligente.

 Nesse livro tem uma presença bem alta de personagens que estão em As Peças Infernais e também que estarão em The Dark Artifices (próxima trilogia da autora) mas novamente quero aconselhar, leia As Peças Infernais e de preferencia antes desse livro, vai ser muito bom, sério.

 Quanto à edição, qualquer um que esteja lendo essa resenha já deve ter lido os outros livros, então é no mesmo padrão e eu não achei necessário tirar fotos. Achei sim defeitos na revisão, defeitos bem feios de ortografia e falhas na impressão. Quanto aos extras que vem na edição americana, nós não podemos contar com eles, mas a editora Galera Record já se justificou por isso.

Post feito por: Mello

2 de julho de 2014

Resenha: Bruxos e Bruxas, de James Petterson & Gabrielle Charbonnet

Bruxos e Bruxas #1
Autor: James Petterson e Gabrielle Charbonnet
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Gênero: Fantasia, aventura
Nota: ★★★★
Em pleno século XXI, os irmãos Allgood, With e Whisty são arrancados de sua casa no meio da noite e jogados na prisão, acusados de bruxaria. Vários outros jovens como eles foram sequestrados, presos e outros desapareceram. Tudo isso acontece porque o mundo foi comandado por um novo governo "Nova Ordem", que acredita que todos os menores de dezoito anos são suspeitos e que praticam bruxaria. Quem comanda a N.O é O Único Que É O Único, e seu objetivo é tirar tudo que faz parte da vida de um adolescente normal, livros, música, arte, comandar o mundo e desvendar todos os segredos da magia. Qualquer forma de protesto contra a N.O será punida com muita rigidez e tortura, até que a pessoa possa completar dezoito anos, e assim ser condenado a morte. A missão dos irmãos Allgood é livrar o mundo desse novo regime e resgatar seus pais desaparecidos. Mas será que eles conseguirão enfrentar a Nova Ordem, salvar todos dessa tortura e encontrar seus pais? 

Durante uma madrugada, Wisteria e Whitford Allgood, tem sua casa invadida por soldados de um novo regime totalitário, a Nova Ordem. Acusados de serem bruxos e praticar as artes das trevas, Whit e Wisty são levados de sua casa e de seus pais para um reformatório, que na verdade foi um hospital psiquiátrico.

O líder da N.O., O Único Que É O Único, acha que seu dever é limpar o mundo de bruxos protestantes. O regime é extremamente rígido, oprimindo música, livros, internet, beleza ou qualquer outro tipo de arte. Matando e torturando a todos que se opõem ao seu governo O Único se mantem no poder.

É uma história interessante, com um bom enredo e bons personagens. A história segue em ritmo meio enrolado mas gostoso de ler, dividido em capítulos narrados pelos irmãos Allgood alternadamente.

 Os personagens me surpreenderam um pouco, apesar de não gostar de que eles aceitaram o fato de serem bruxos tão facilmente. Os personagens secundários são bem feitos e bem engraçados, também são muito importantes para o desenrolar da história. 


Escrito por: Bianca

24 de junho de 2014

Resenha: Sol e Tormenta (Grisha #2), Leigh Bardugo

Autor: Leigh Bardugo
Editora: Gutenberg
Páginas: 368
Gênero: Fantasia, Ação
Nota: ★★★★★+♥
Skoob
Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza. Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.
Atenção! Esta resenha pode conter spoilers sobre Sombra e Ossos.

 Novamente eu fico sem palavras pra descrever essa série. Ainda melhor que o volume anterior, Sol e Tormenta é completamente apaixonante e fascinante. Leigh Bardugo evoluiu muito em sua escrita, e eu nem acreditava que isso era possível. Eu sou simplesmente fã da escrita da autora, sutil como sempre, e mesmo assim consegue passar as emoções do livro perfeitamente.

 O clima nesse livro consegue ser ainda mais tenso que no anterior. O romance, a ação, os problemas, tudo é muito melhor aqui. Comecemos então falando sobre o romance, que realmente me surpreendeu.O que aconteceu comigo, foi que em certas partes eu não sabia se era um triângulo ou um quarteto amoroso, é empolgante demais, vocês não tem noção.

 Eu achei que nesse livro tem mais ação que o anterior, nós temos mais noção do poder da Alina e do Darkling principalmente. As demonstrações de luz e sombra é perfeito, ah como eu amo esse livro.

"Somos parecidos. Como ninguém mais é, 
como ninguém mais será." 
 No primeiro livro eu me apeguei aos personagens mas até isso melhorou aqui. Eu comecei a gostar mais da Alina e do Maly. Eu senti muita falta do Darkling, muita mesmo, ele tem rápidas aparições ao longo da história e eu não gostei muito disso. Para compensar a falta do nosso querido Darkling, temos novos personagens, muito bons, digo desde já. Eu adorei Sturmhond, Tolya e Tamar.

 Outra coisa que me agradou muito é que a autora expandiu ainda mais o mapa. Conhecemos novos lugares que por sinal, constam no mapa. A criatividade da Bardugo é realmente impressionante, o livro já esta nos meus favoritos, e o desfecho já está nos mais esperados.

 Nós acompanhamos a preparação para uma grande batalha. Então temos o clímax do livro que chega com uma pegada super inteligente, eu realmente admito que foi a melhor, digamos "grande batalha" que já vi, mesmo ainda tendo o último livro. Eu adorei muito mesmo esse fim, e cara, que vontade de dar spoilers, mas eu não posso hahaha.

 A edição é tão perfeita quanto a outra, os mesmos cuidados e detalhes. A capa novamente vem com relevos, assim como a lombada. Temos um novo mapa, e a tabela dos grishas. 





 Todo início de capítulo é caprichado e a diagramação é perfeita. A trilogia Grisha tem a melhor edição dos livros da minha estante, eu dou os parabéns a editora. Assim da gosto de ler, né !?



Post feito por: Mello

20 de junho de 2014

Resenha: A Pirâmide Vermelha (As Crônicas dos Kane #1), Rick Riordan

Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Gênero: Fantasia, Ação
Nota: ★★★★★

Desde a morte de sua mãe, Carter e Sadie viveram perto de estranhos. Enquanto Sadie viveu com os avós, em Londres, seu irmão viajava pelo mundo com seu pai, o egiptólogo brilhante, Dr. Julius Kane.
Uma noite, o Dr. Kane traz os irmãos juntos para uma experiência de “pesquisa” no Museu Britânico, onde ele espera para acertar as coisas para sua família. Ao contrário, ele liberta o deus egípcio Set, que expulsa-lo ao esquecimento e forças das crianças a fugir para salvar suas vidas.
Logo, Sadie e Carter descobre que os deuses do Egito estão acordando e, o pior deles – Set – tem a sua visão sobre o Kanes. Para detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa viagem em todo o mundo – uma busca que traz os cada vez mais perto da verdade sobre sua família e seus vínculos com uma ordem secreta que existiu desde o tempo dos faraós.

 A Pirâmide Vermelha é ação, é luta, é fantástico. No livro, temos Sadie e Carter Kane narrando sua incrível aventura, de uma forma fácil, nada enjoativa e muito engraçada. Eu já ouvi muito falar que os livros do Riordan são engraçados e eu sempre tive medo de ser aquelas piadinhas bobinhas, mas não, é realmente engraçado. Minha primeira experiencia com o autor foi muito agradável, como eu já disse, a escrita é boa, flui rapidamente e eu nem percebi o tempo passando.

 Eu nunca tive muito interesse por mitologia grega ou romana, mas a egípcia sempre me chamou atenção, então por isso que eu comprei o livro. Tinha medo de o autor distorcer fatos da mitologia mas ele não o faz durante o livro. Até onde eu sei, ele foi completamente leal aos verdadeiros mitos egípcios e tem até uma nota do autor no fim do livro, falando sobre isso.

 Gostei bastante dos personagens, principalmente dos irmãos Kane. Nós nos apegamos bastante aos irmãos porque como eles estão gravando/narrando a história é natural que tenhamos um costume maior com eles. Fora eles, existem os deuses e magos da história. Eu simplesmente adorei todos os deuses, todos mesmo, sem exceção. Quanto aos magos, todos também são bons, mas me irritaram com mais facilidade.

 Se eu tivesse que apontar os defeitos do livro, e justificar o porque dele não estar entre meus favoritos, eu só teria um argumento. A insuportável semelhança com Percy Jackson. Eu realmente não sei o porque de tanta coisa parecida, e olha que eu nem li os livros do Percy, e mesmo assim eu notei as semelhanças. Comecemos por os sonhos/visões que o Percy tem que os irmãos Kane também tem, tudo bem, não é da mesma maneira mas é parecido. Também sei que muitos dos livros do Percy tem os seguintes acontecimentos: Problema > Ajuda de um deus > Problemas > Problemas acabados, ou pelo menos, por enquanto. Já vi pessoas reclamarem disso, e não curti essas e outras semelhanças.

Quando à edição, não tenho reclamações. O título e a lombada tem letra laminadas, que somem com o calor da mão, então tome cuidado pra não acontecer o mesmo que aconteceu no meu.




 A diagramação é excelente, as letras são grandes e agradáveis. Quando necessário, símbolos e hieróglifos são representados. Concordemos que o livro vale a pena.



Obrigado por lerem.

Post feito por: Mello