Mostrando postagens com marcador Favoritos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Favoritos. Mostrar todas as postagens

24 de setembro de 2014

Resenha: Legend, de Marie Lu


Legend #1
Autor: Marie Lu
Editora: Prumo
Páginas: 256
Gênero: Distopia, ação
Nota: ★★★★★+♥

De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

 Não tinha jeito melhor de matar a saudade de distopias que ler esse livro magnífico! Tudo ocorre num mundo futurista, onde Day é o criminoso mais procurado da República e June é um grande prodígio. A partir disso já da pra perceber que o livro é sensacional.

 Quero logo falar do que mais me agradou, que sem dúvida foi a narrativa, que é em primeira pessoa, narrada capítulo por June, capítulo por Day. Nunca tinha lido nada narrado por mais de um personagem, e essa foi uma pegada muito inteligente da autora, durante o livro podemos acompanhar dois personagens tão diferentes, em lados diferentes da história, e o modo com que se encontram. Além disso a narrativa é super dinâmica, o tempo todo tem algo acontecendo, o livro não para.

 Os personagens são muito bons também. É difícil dizer que existe um protagonista, por mais que a June passe mais tempo narrando o livro que o Day. Gostei da personalidade de todos, principalmente do Day, e nem sei ao bem explicar o porque, ele é inteligente e habilidoso como a June, mas ela foi criada de uma maneira a acreditar que a República é perfeita, e custa a ela perceber o que realmente acontece ao seu redor.

 O romance do livro se desenvolve bem em meio a tanto caos, e não deixa que a história perca aquele romance bom de ler, e que te deixa ansioso. Porém você deve se perguntar. o que há de novo em Legend? Já não cansamos de ver um futuro onde o governo autoritário precisa urgentemente ser combatido, e que em meio disso dois protagonistas se aproximam? Sim, não existe nada de novo na ideia da história, somente elementos novos.

 Mas oque encanta mesmo em Legend é que nada sobra e nada falta, você não tenta apressar a leitura nem deixá-la mais lenta. Esse livro tem o melhor ritmo distópico que eu já acompanhei. Então quem ama e ação distopia tem que ler. Ação é oque não falta. Eu o fechei, já querendo o próximo.

"Cada dia significa novas 24 horas. Cada dia tem que dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante, e tudo se resume em um dia após o outro."
 Quanto a edição, está de parabéns. A capa é feita muito bem. O espaçamento é ótimo, a margem, o tamanho das fonte, tudo. Também no canto das páginas tem um efeito "sujo" que é muito bem feito, não tenho nenhuma reclamação. Pena que o livro é super fino.








Post feito por: Mello

21 de setembro de 2014

Filme: Maze Runner - Correr ou Morrer

Título original
The Maze Runner

Lançamento 18/09/2014

Duração: 1h 54mim
Dirigido por Wes Ball
Com Dylan O'Brien, Aml Ameen, Will Pouter
Gênero Aventura, Ação, Ficção
Nacionalidade EUA




★★★★★
Ótimo



Em um mundo pós-apocalíptico, o jovem Thomas (Dylan O'Brien) é abandonado em uma comunidade isolada formada por garotos após toda sua memória ter sido apagada. Logo ele se vê preso em um labirinto, onde será preciso unir forças com outros jovens para que consiga escapar.

Mesmo sabendo que o filme podia ser melhor, Maze Runner me deixou em êxtase, chega a ser tão empolgante quanto o livro, mas não igual, e é aí que está o problema. 

 Vou começar apontando o defeito do filme. Para aqueles que leram o livro e acham que vão encontrar uma adaptação fiel como Jogos Vorazes ou A Culpa é das Estrelas, pode ir começando a se preparar, porque não é. O filme segue o roteiro do livro, mas as coisas não acontecem na mesma ordem e também algumas coisas deixam de ter uma solução complexa para ter uma mais simples. Me frustou um pouco, porém, não deixa de ser um filme ótimo.

 Outra mudança que eu encontrei foi um pouco na personalidade de um personagem, que é o Alby. Ele me soou simpático demais. Mas o Thomas, Tereza, Galy, Chuck e outros são como eu imaginei, talvez não todos fisicamente iguais mas com personalidades fiéis. Eu gostei muito dos personagens.

 Uma das minhas maiores preocupações eram como eles iam fazer o labirinto e os verdugos. Sinceramente, ficou simplesmente foda. É como eu imaginei, se não melhor, apesar de o labirinto ter algumas coisas diferente, e também algumas estadias dos personagens por lá não acontecerem no livro, ficou muito bom, nossa, muito mesmo.

 Pra quem leu sabe que no finzinho tem uma parte meio que emocionante, que no caso eu não me emocionei. Mais uma vez o filme surpreendeu, até brotou uma lágrima, aquela vontade de chorar, ficou bem feito o final também.

 Então é o seguinte. Como um filme, ele merece a maior nota, mas como adaptação deixou algumas coisas a desejar sim. Vale a pena? Vale, muito muito, corre pro cinema porque tenho certeza que qualquer amante de um bom filme de ação vai gostar.


Post feito por: Mello

17 de setembro de 2014

Resenha: O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss



A Crônica do Matador do Rei #1 (Primeiro dia)
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
Páginas: 656
Gênero: Fantasia épica
Nota: ★★★★+♥
Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. 
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. 
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

 Mas que livro difícil de resenhar! Estou com a opinião dividida sobre muitas coisas nesse livro, e não sei se vou conseguir expressar tudo que esse livro nos passa.

 Como dito na sinopse, o livro é basicamente o Kote (Kvothe) contando sua história, que por sinal eu fiquei muito curioso, e ainda estou, já que ele exigiu do cronista três dias pra contar sua história e nesse primeiro livro temos somente o primeiro dia. Posso dizer que antes mesmo do Kvothe começar a contar a história eu já estava adorando.

 A narrativa é simplesmente ótima, como a maior parte é ele contando a história, acaba o livro quase todo sendo em primeira pessoa, mas temos pausas durante o livro. Tudo é muito dinâmico, conforme fui lendo o livro mais curioso fiquei, a agora estou ansioso pra começar a leitura do próximo volume.

 Alguns dos personagens se tornaram meus favoritos, sério. O Kvothe é incrível, ele não é a bondade em pessoa, tudo que ele faz é porque ele quer alcançar um objetivo. Uma vingança. Algo que me chamou a atenção é como o autor constrói os personagens femininos, não são "mocinhas", ai não tem como explicar, são ótimas, tudo aqui é feito de maneira muito inteligente.

 Posso dizer que pelo menos pra mim esse não foi o tipo de livro que eu peguei li e fechei, como grande parte dos YA (não que uma leitura fácil e leve seja sinônimo de uma leitura ruim). O Kvothe tem um ponto de vista muito diferente pra algumas coisas, ele as vezes descreve algo ou alguém de forma poética, ou diz coisas que me deixaram refletindo. Por isso dividi esse livro em duas partes. Então, acho também que se eu tivesse o lido a um ano atrás, talvez não tivesse gostado tanto, pois minha experiencia com a leitura não era tanta, então não recomendaria pra alguém que esta começando a ler.

 Também fiquei em dúvida sobre que nota dar pra esse livro. Eu tirei um estrela dele, porque teve um período aí (de 100 à 150 paginas) que eu achei meio que enrolação. Tem informações e coisas acontecendo, claro, mas podia ter sido feito de maneira menos cansativa. Mas é uma parte pequena dele que não é tão boa, então ele entrou pros meus favoritos mesmo recebendo quatro estrelas. 

 O próximo livro é o maior que eu tenho na estante (960 páginas) e provavelmente eu não vou lê-lo de uma vez, e menos provável ainda que eu o termine esse ano.

 Agora a edição, que me deixou decepcionado. Eu esperava muito mais de um livro com um preço tão salgado (variando de 30,00 à 50,00 reais). Eu posso dizer que tive muita sorte de comprar os dois volumes por apenas 33,00 reais no submarino. O espaço que se utiliza no início dos capítulos é bem menor que o normal e o tamanho da fonte também não é lá essas coisas.


Desculpem pela má qualidade dessa foto, tirei e a luz já estava pouca.


Achei esse mapa bem legal, é o que dizem, livro que tem mapa é livro bom.

 Post feito por: Mello

9 de setembro de 2014

Filme: Capitão América: O Soldado Invernal

Título original
Captain America: The Winter Soldier


Lançamento 10/04/2014

Duração: 2h 8min
Dirigido por Anthony Russo, Joe Russo
Com Chris Evans, Scarlett Johansson
Gênero Aventura, Ação, Ficção
Nacionalidade EUA





★★★★★
Ótimo


Dois anos após os acontecimentos em Nova York (Os Vingadores - The Avengers), Steve Rogers (Chris Evans) continua seu dedicado trabalho com a agência S.H.I.E.L.D. e também segue tentando se acostumar com o fato de que foi descongelado e acordou décadas depois de seu tempo. Em parceria com Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), também conhecida como Viúva Negra, ele é obrigado a enfrentar um poderoso e misterioso inimigo chamado Soldado Invernal, que visita Washington e abala o dia a dia da S.H.I.E.L.D., ainda liderada por Nick Fury (Samuel L. Jackson).

 Com toda certeza, posso dizer uma coisa: Capitão América é meu herói favorito. Já tinha tanto tempo que eu havia assistido o primeiro filme que eu mal me lembrava do quão bom é. Antes de eu começar a falar mais sobre o filme, quero dizer que assisti esse filme quatro meses depois do lançamento, então sinto não ter falado sobre ele antes, na verdade sinto não ter ido no cinema assistir esse filme. 

 Depois dos acontecimento em Os Vingadores, o Capitão começou a trabalhar para a S.H.I.E.L.D. Aqui nós temos uma coisa que me encantou demais, que são as conspirações, segredos do governo, e muito mais que podemos observar, se demonstrou ser um filme inteligente, ao contrário de alguns filmes de heróis que vemos por ai.

 Qui nós temos o personagens novos, ou não tão novos. Algo que tenho a dizer é que não deixe de assistir o primeiro filme porque muita coisa vai acabar ficando sem sentido. Eu não sou o especialista que consegue comparar o filme com os quadrinhos ou que consegue dizer quais foram as evoluções em relação a essa nova fase da Marvel, só digo que esse filme está muito melhor que o primeiro.

 O filme tem uma pegada mais tensa, mas existem tiradas de humor, e vemos também o lado emocional dos persongens. Tudo fez com que o filme não ficasse cansativo nem repetitivo, dando um toque de originalidade em muitos casos.

 As cenas de ação são realmente muito boas. Primeiro tempos o novo personagem, o falcão, quando eu descobri o que ele era capaz de fazer eu adorei, a forma que ele age é realmente empolgante; sou suspeito pra falar sobre a Viúva Negra porque ela é minha personagem favorita, inteligente, sedutora e não é toda certinha, realiza sua missão e luta bem que só ela; quanto as cenas do Capitão em ação posso dizer que ele ficou "fodão" demais, mas nada que tenha estragado o filme.

 Os personagens são ótimos, o clímax foi ótimo, a história é ótima e tenho certeza de que muita gente vai gostar, super recomendo.

Post feito por: Mello

5 de setembro de 2014

Resenha: Correr ou Morrer, de James Dashner

Maze Runner #1

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Páginas: 428
Gênero: Distopia, ação
Nota: ★★★★★+♥

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.
Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.
Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. 

 Nossa, eu estou com dificuldade pra escrever sobre esse livro. Acho que gostei tanto que to com medo de acabar sendo mais um fã doido que um crítico, mas vamos lá.

 Nós começamos o livro com o Thomas em um elevador que sobe, sobe, sobe e sobe. Ele não tem memória, chega na clareira, onde existem muito mais garotos que também perderam a memória antes de entrar ali. Depois da chegada de Thomas tudo sai dos padrões normais da clareira, e ele pode ser o responsável.

 Eu tive receio de ficar meio perdido nesse livro, porque nenhum personagem tem memória, ninguém sabe de nada muito útil pra sair dali, então eu acabei ficando meio que ansioso. Não vou dizer que eu fiquei perdido, porquê o tempo todo tem coisa acontecendo e novas informações chegando, mas acontece que nada leva a lugar nenhum, nenhuma informação parece ajudar outras, e eu gostei disso, achei inteligente da parte do autor, deu uma grande dose de suspense ao livro.

 Além do suspense nós temos aventura o tempo todo, tipo, o tempo todo mesmo. Não teve um momento que eu tive vontade de passar algumas páginas a frente porquê foi extremamente raro o tempo em que o autor me deixou nos sentimentos dos personagens ou em algum diálogo parado.

 Os personagens são muito bons, mas são todos homens com exceção de apenas uma mulher que não é muito presente, mas isso não me atrapalhou. O Thomas se destaca pois é o protagonista, mas não sai sendo o fodão, os outros meio que "baixam o bola" dele. Tem personagem chato, engraçado, e tudo, foi simplesmente ótimo.

 O romance, bom, não tem. Nós temos uma leve sensação de que em um próximo livro quem saiba possa ter, mas aqui não e muito praticado não, até achei meio desnecessário a parte de romance que temos aqui, mas não sei o que esperar do próximo livro quanto a isso.

 Esse livro podia ser em primeira pessoa, porquê nós ficamos o tempo todo com o foco no Thomas, mas ficou muito bom desse jeito, é que eu tenho uma leve preferencia. A escrita é muito boa e simples, nada cansativa.

 Esse livro é mais pra quem gosta de ação mesmo, não tem momento agua morna nem momento romance adolescente, aqui tudo é rápido, tudo é voraz, tudo é runner.

 Eu gostei bastante da edição, a arte da capa é bonita e temos letras laminadas na frente e na lombada (que não somem com o tempo), falando em lombada eu gostei muito da disposição da lombada desse livro. A diagramação é ótima, letras medias, boa margem e espaçamento, a editora mandou bem!

 Estou louco pelo próximo, mal posso esperar. E vem filme por aí, ainda esse mês!





Post feito por: Mello

7 de julho de 2014

Resenha: Cidade do Fogo Celestial (Os Instrumentos Mortais #6), Cassandra Clare

Eu não achei a capa brasileira com boa definição.
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 532
Gênero: Fantasia
Nota: ★★★★★+♥
ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.


Atenção! Essa resenha contém spoiler sobre os outros livros da série (resenhas aqui).

 Já fazem quatro dias que eu terminei o livro e parece que ainda estou sem falas. Eu fico planejando o que escrever sobre ele mas parece que é tanta coisa que eu nem sei como colocar em palavras. Algo que ocorreu é uma das piores sensações que um leitor pode ter, que é a saudade imediata dos personagens, óbvio que eu sabia que depois de seis livros grandes a saudade viria mas não imediatamente. A boa notícia é que a Cassie já confirmou que vai ter esses personagens na próxima série, mas não como protagonistas.

 Algo que me agradou demais aqui foi o fato da escrita e do enredo voltar a ser tão poderoso quanto o segundo e o terceiro volume. Poderoso o suficiente pra me fazer ler umas cinquenta páginas e já parar de ler pois é muita informação, muita emoção, muita perfeição. Aquela sensação de afundar na história a ponto de uma escola de samba passar na sua frente e você nem ver ocorre aqui.

 Sei que muita gente teme mortes, pois as informações que recebemos sobre o livro é que ele seria uma carnificina. Estamos em guerra aqui, então obviamente muitos seres do submundo e muitos caçadores de sombras morrem, muito mesmo, na verdade logo no prólogo temos uma boa dosagem de morte e crueldade. Mas não fique com receio pois não é nada assim tão horrível.

 Sobre os personagens, acho que três me chamaram mais atenção. O primeiro sem dúvida foi o Alec que esta ótimo aqui, ele aparece bem e podemos sentir um apego maior por ele; Jace volta com tudo, tudo que tinha deixado a desejar nos dois últimos; e Sebastian, ele é simplesmente ótimo e um dos melhores vilões que eu já vi, um psicopata nato do estilo que falo "matei porque eu quis". Os outros continuam ótimos.

 Uma coisa que me incomodou foi algumas soluções para problemas bastante fáceis, na verdade não exatamente fáceis mas simples, do tipo que te faz pensar "sério? É só isso mesmo?". Mas o encerramento da série é completamente espetacular e feito de uma form bastante inteligente.

 Nesse livro tem uma presença bem alta de personagens que estão em As Peças Infernais e também que estarão em The Dark Artifices (próxima trilogia da autora) mas novamente quero aconselhar, leia As Peças Infernais e de preferencia antes desse livro, vai ser muito bom, sério.

 Quanto à edição, qualquer um que esteja lendo essa resenha já deve ter lido os outros livros, então é no mesmo padrão e eu não achei necessário tirar fotos. Achei sim defeitos na revisão, defeitos bem feios de ortografia e falhas na impressão. Quanto aos extras que vem na edição americana, nós não podemos contar com eles, mas a editora Galera Record já se justificou por isso.

Post feito por: Mello

24 de junho de 2014

Resenha: Sol e Tormenta (Grisha #2), Leigh Bardugo

Autor: Leigh Bardugo
Editora: Gutenberg
Páginas: 368
Gênero: Fantasia, Ação
Nota: ★★★★★+♥
Skoob
Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza. Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.
Atenção! Esta resenha pode conter spoilers sobre Sombra e Ossos.

 Novamente eu fico sem palavras pra descrever essa série. Ainda melhor que o volume anterior, Sol e Tormenta é completamente apaixonante e fascinante. Leigh Bardugo evoluiu muito em sua escrita, e eu nem acreditava que isso era possível. Eu sou simplesmente fã da escrita da autora, sutil como sempre, e mesmo assim consegue passar as emoções do livro perfeitamente.

 O clima nesse livro consegue ser ainda mais tenso que no anterior. O romance, a ação, os problemas, tudo é muito melhor aqui. Comecemos então falando sobre o romance, que realmente me surpreendeu.O que aconteceu comigo, foi que em certas partes eu não sabia se era um triângulo ou um quarteto amoroso, é empolgante demais, vocês não tem noção.

 Eu achei que nesse livro tem mais ação que o anterior, nós temos mais noção do poder da Alina e do Darkling principalmente. As demonstrações de luz e sombra é perfeito, ah como eu amo esse livro.

"Somos parecidos. Como ninguém mais é, 
como ninguém mais será." 
 No primeiro livro eu me apeguei aos personagens mas até isso melhorou aqui. Eu comecei a gostar mais da Alina e do Maly. Eu senti muita falta do Darkling, muita mesmo, ele tem rápidas aparições ao longo da história e eu não gostei muito disso. Para compensar a falta do nosso querido Darkling, temos novos personagens, muito bons, digo desde já. Eu adorei Sturmhond, Tolya e Tamar.

 Outra coisa que me agradou muito é que a autora expandiu ainda mais o mapa. Conhecemos novos lugares que por sinal, constam no mapa. A criatividade da Bardugo é realmente impressionante, o livro já esta nos meus favoritos, e o desfecho já está nos mais esperados.

 Nós acompanhamos a preparação para uma grande batalha. Então temos o clímax do livro que chega com uma pegada super inteligente, eu realmente admito que foi a melhor, digamos "grande batalha" que já vi, mesmo ainda tendo o último livro. Eu adorei muito mesmo esse fim, e cara, que vontade de dar spoilers, mas eu não posso hahaha.

 A edição é tão perfeita quanto a outra, os mesmos cuidados e detalhes. A capa novamente vem com relevos, assim como a lombada. Temos um novo mapa, e a tabela dos grishas. 





 Todo início de capítulo é caprichado e a diagramação é perfeita. A trilogia Grisha tem a melhor edição dos livros da minha estante, eu dou os parabéns a editora. Assim da gosto de ler, né !?



Post feito por: Mello

10 de junho de 2014

Resenha: Cidade das Almas Perdidas (Os Instrumentos Mortais #5), Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Gênero: Fantasia
Nota: ★★★★★+♥

Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?


Resenha
Atenção! Essa resenha contém spoiler sobre os outros livros da série (resenhas aqui).

 O quinto volume de uma das melhores séries da atualidade é sensacional. Cassandra Clare consertou todos os defeitos que achei em Cidade dos Anjos Caídos, e esse livro fica perfeito. Novamente eu notei uma mudança de foco narrativo na história. No volume anterior, o protagonista foi claramente Simon, e agora, graças ao Anjo o foco volta pra Clary, não que eu tenha algo contra o Simon, mas Clary é Clary hahaha.

 Eu relembrei qual é a maior diferença dessa série em relação a As Peças Infernais. A diferença é que aqui os personagens tem uma personalidade mais jovem apesar das idades praticamente iguais. Temos tudo dos três primeiros volumes de volta: um Simon engraçado, a corajosa Clary, o Jace bad boy, e um vilão simplesmente inesquecível. Sebastian se torna mais marcante que Valentin, e eu desenvolvi um apego único por ele. Por mais que os motivos da maldade de Sebastian serem horríveis, ele é um personagem muito foda.

 Falemos agora do Jace, ele me irritou demais no volume anterior, e aqui não foi muito diferente não. Por mais que o garoto mal e debochado tenha voltado, trazendo com ele alguns risos para quem lê, eu detestei o fato dele estar sendo controlado por alguém de novo. Em Cidade dos Ossos, bem no finzinho, Jace fica a favor de Valentin, por mais que sua mente não esteja sendo controlada; em Cidade dos Anjos Caídos Lilith fica no controle sobre ele e agora, aqui, Sebastian o controla. Eu cansei disso, já deu. Realmente espero que em Cidade do Fogo Celestial Jace volte com tudo.

 Romance já não é mais um problema, o triângulo amoroso foi desfeito, e agora podemos saber quem fica com quem, por mais que eu já tinha achado isso bastante previsível. 

 Ação, ação e ação. Como tem ação aqui, é empolgante, não da pra parar de ler de jeito algum. O triste é que eu peguei ele pra ler numa época horrível mas eu dei meu jeito. Os últimos capítulos são de tirar o folego e o Epílogo também, acho que Cidade do Fogo Celestial superará Cidade de Vidro.

Escrito por: Mello

8 de junho de 2014

Filme: Malévola

Título original
Maleficent


Lançamento 29/05/2014
Duração: 1h 37min
Dirigido por Robert Stromberg
Com Angelina Jolie, Elle Fenning, Sharlto Copley
Gênero Fantasia
Nacionalidade EUA




★★★★★
Bom

Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de Malévola (Angelina Jolie), a protetora do reino dos Moors. Desde pequena, esta garota com chifres e asas mantém a paz entre dois reinos diferentes, até se apaixonar pelo garoto Stefan (Sharlto Copley). Os dois iniciam um romance, mas Stefan tem a ambição de se tornar líder do reino vizinho, e abandona Malévola para conquistar seus planos. A garota torna-se uma mulher vingativa e amarga, que decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora (Elle Fanning). Aos poucos, no entanto, Malévola começa a desenvolver sentimentos de amizade em relação à jovem e pura Aurora.

 Malévola, como a maioria das pessoas já devem saber, é sobre o famoso conto A Bela Adormecida.Mas com alguns fatos bastante diferentes, de um ponto de vista jamais visto. Tudo parte do conto original, a fada, a maldição, o dedo espetado, sono profundo e o beijo do despertar. Mas o que eu mais gostei foi ver que o filme não girou em torno da princesa, e sim da Malévola, que foi mocinha, vilã e heroína da história. De todas as recriações de contos clássicos que já vi, os únicos que são melhores que Malévola são Espelho, espelho meu e Alice no País das Maravilhas.

 São poucos os fatos que me incomodaram no filme. O grande e exagerado show de efeitos visuais o tempo todo, em certas partes somente o personagens não são feitos através de computador, mas de certa forma foi magnífico ver tudo isso em uma gigante tela 3D, e parece que o diretor se preocupou tanto com os efeitos que acabou esquecendo de deixar a história mais forte.

 A interpretação excelente dos atores também me chamou atenção. Angelina Jolie roubou toda atenção do filme pra ela, linda, perfeita, não vejo outra atriz que poderia ter interpretado também a protagonista da história. Fora ela, os outros atores não perderam tempo pra mostrar o quão boes são, e só não tiveram maiores chances de mostrar muito isso porque muitos personagens foram mal aproveitados, como a princesa e até mesmo o próprio rei.

 O filme não trás partes engraçadas e felizes o tempo todo. Na verdade Malévola é um filme bastante sério, e não tem uso nenhum de humor, nada que me incomodou, pois realmente não há clima pra sorrisos aqui. 

 Não tenho mais oque falar sobre, é simplismente encantador, cheio de magia e animais e efeitos super bem feitos. Recomendo a você, ir no cinema agora mesmo assistir o filme (em 3D é melhor), e se já não está mais em cartaz, corra atrás do DVD.

Escrito por: Mello

26 de abril de 2014

Resenha: Princesa Mecânica (As Peças Infernais #3), Cassandra Clare

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Gênero: Fantasia, Steampunk
Nota: ★★★★★+♥
Sinopse: Continuação de Príncipe mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.


Resenha

Atenção! Esta resenha pode conter spoiler sobre Anjo Mecânico e Príncipe Mecânico.

 É serio, eu não tenho palavras para descrever o quão perfeito é esse livro. Cassandra Clare ganha meu coração a cada pagina desse livro.

 A única coisa que me encomodou em Príncipe Mecânico sumiu, ou melhor, apareceu aqui.O vilão, que nem tinha aparecido no livro anterior teve uma grande presença aqui. Eu não fiquei com aquela apreensão no começo esperando pelo final porque nem da tempo de pensar no final. O tempo todo tem algo acontecendo, algo ruim demais, por sinal. Sera que fui só eu que notei que a maioria das coisas que acontecem no livro são negativas, e que causam dor aos personagens? Mas isso foi bom, porque nem tudo são flores.

 O romance continua ótimo. Tessa noiva de Jem, lutando pra esconder o amor que sente por Will. Não nego, esse triângulo amoroso é tão perfeito. Apesar do amor que Tessa sente por Jem e Will, o amor de Will por Tessa, o amor de Jem por Tessa serem predominantes, Cassandra Clare deixa claro que existe um sentimento muito forte de Parabatai entre Will e Jem. Agora que Will está livre da maldição ele mostra quem realmente é, e eu gostei dele, mas ainda prefiro o Jem.

  É um final triste? Não, tudo é triste. Mas não se preocupem, o livro é ótimo.

 Os Instrumentos Mortais ou As Peças Infernais? Até aqui, dos livros que eu já li, prefiro As Peças Infernais. Mas oque será que nos aguarda em Cidade do Fogo Celestial?




Sessão Spoiler

Se você ainda não leu o livro PARE DE LER.

Opinião sobre o epílogo.
Como eu já tinha dito, eu shippo Jessa. Mas Will me ganhou também. Eu fiquei triste e feliz com esse epílogo, porque na verdade, parte dele foi uma lembrança de que Tessa sempre vai sofrer e perder as pessoas que ama, assim como Magnus. E fiquei feliz porque ela teve a change de viver e amar os dois maiores amores da sua vida.

 Incialmente eu achava que a Tessa amava mais o Will, depois eu achei que ela amava mais o Jem. Mas tudo isso foi pra mostrar que ela ama os dois, e isso nunca vai mudar.

Escrito por: Mello

15 de abril de 2014

Resenha: A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak

Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 480
Gênero: Drama

Nota: ★★★★★+♥
Skoob
Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Resenha

 A menina que roubava livros, como dito na sinopse, vive na Alemanha nazista. Inicialmente eu achei que esse ponto poderia ser negativo, assim como o período um pouco mais remoto. Mas eu estava completamente enganado.

 O livro é dividido em dez partes, com direito a um prólogo e um epílogo. Algo que deixou a leitura muito gostosa foram os capítulos super  pequenos. Eles variam de uma até (raramente) quinze páginas. A escrita do autor não é difícil, sem palavras antigas ou estranhas. O máximo que pode te incomodar são as palavras em alemão que estão por todo canto, mas todas com tradução. Por mais fácil que seja a leitura, é uma história forte, que te faz ficar pensando depois de ler.

 Quando comecei a leitura, confesso que senti vontade de queimar o livro. O inicio, principalmente o prólogo são muito confusos. Mas lá pela página 30 você já começa a entender qual é a do livro. Pra mim esse foi o único ponto negativo do livro.

 Os personagens são simplesmente ótimos. Liesel (protagonista) tem a paixão por livros e o desejo pelas palavras que qualquer leitor compreende. Ela constrói uma relação muito bonita com seus pais adotivos, principalmente com o pai, Hans Hubermann que é simples e ótimo pra ela. Com seu amigo Rudy, Liesel vive grandes momentos. Tem mais personagens, mas vou deixar a apresentação deles pro narrador.

 Ah sim, o narrador. As vezes tem uma breve intromissão de um narrador na história. Eu não demorei muito pra perceber quem é esse narrador, ou melhor, o que é esse narrador. Só tenho uma coisa pra dizer.

Quando a Morte conta uma história,
você deve parar para ler.

Escrito por: Mello